quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Massagem Ayurvédica


Por: Erick Schulz





O ayurveda vem sendo cada vez mais comentado e utilizado no Ocidente. 
Aqui, apresentamos algumas dicas importantes sobre a massagem ayurveda e os cuidados que as pessoas devem ter ao procurar profissionais na área.

    Há milhares de anos a massagem é utilizada em diversas tradições e culturas como fonte de cura, saúde e harmonia.

 Numa rápida passada em qualquer livraria no Brasil, encontramos diversos livros especializados em massagem, mas somente nos últimos anos é que a grande maioria da população brasileira ouviu falar da massagem originária da Índia, comumente conhecida como ayurveda (ayurvédica).

Mesmo com tantos livros procurando explicar de forma didática, ainda não é possível encontrar no país material sobre o assunto rico o suficiente; somente resumos, que mais confundem o leitor do que ajudam no entendimento.

 É exatamente isso que eu estarei tentando explicar melhor.
Na Índia, a massagem é aplicada como hábito cultural diário. 

Ela faz parte da vida, da cultura, desde o nascimento, nos casamentos e antes da morte.

 É muito comum vermos famílias aplicando massagem nos familiares, assim como nas ruas, nas calçadas e nos templos, como algo inserido no contexto social.

A massagem ayurveda faz parte da sabedoria milenar da Medicina Ayurveda, originária e baseada nos milenares livros denominados Vedas. Em sua abordagem terapêutica, o ayurveda utiliza diversos procedimentos, como: plantas medicinais, dieta, exercícios físicos (asanas de yoga), meditação, astrologia védica (hindu), aromaterapia, gemoterapia (metais e gemas), cirurgia, psicologia, procedimentos de desintoxicação (Pancha Karma e os Purva Karmas), e é aí que se encaixa a massagem ayurvédica, como um braço de diversos procedimentos.

Na sociedade contemporânea, as conseqüências de uma vida sedentária, da poluição, da má alimentação e de um sem-número de hábitos nada saudáveis fazem com que a população dos grandes centros urbanos se volte para formas de vida que, de uma maneira ou de outra, os reequilibrem.

 O ayurveda e outras formas medicinais orientais trazem exatamente essa harmonia tão procurada pelos ocidentais. Segundo o ayurveda, onde há harmonia existe saúde, onde há desarmonia existe doença.

 Nesse contexto, a palavra harmonia refere-se à integração que temos com o meio ambiente (natureza), por meio dos nossos cinco sentidos.

O fato de não se olhar o ser humano por completo leva ao enfraquecimento da saúde e o conseqüente aparecimento de doenças. Infelizmente, o que aconteceu ao longo do tempo e com os estudos avançados da medicina moderna, é que o indivíduo passou a ser visto em partes e não por completo, como no ayurveda e na medicina chinesa, que analisam o ser humano como ser individual e único.

No ayurveda, o homem não só faz parte da natureza como vive em harmonia com ela 24 horas por dia. 

O ayurveda é baseado na construção do ser humano a partir dos cinco elementos fundamentais Pancha Maha Bhutas (fogo, terra, água, ar e éter, ou akasha). 

Esses elementos se expressam no organismo numa forma condensada, gerando três modelos constitutivos básicos que correspondem aos humores biológicos conhecidos como doshas (código energético original) ou tridoshas, chamados de Kapha, Pitta e Vata.

Os doshas são os mecanismos que governam o nosso organismo. Na junção dos elementos éter (akasha) e ar, manifesta-se o Vata Dosha.

 O Pitta Dosha é formado a partir dos elementos fogo e água; e os elementos terra e água resultam no Kapha Dosha.

Quando em harmonia, os doshas desempenham diferentes funções no organismo e o mantêm sempre com saúde.

 Os doshas podem se encontrar em desarmonia por diversos fatores e, sendo assim, causar o aumento ou diminuição dessa energia no organismo, provocando alterações patológicas no corpo físico que contribuem para o surgimento de doenças.

Todos os três doshas estão presentes no ser humano, em diferentes quantidades. 

Mas é no momento da concepção que as diferentes constituições das percentagens relativas entre vata, pitta e kapha são determinadas em nosso organismo.

Em nosso dia-a-dia podemos observar muito bem como isso tudo funciona. 

Por exemplo, uma pessoa com excesso do vata dosha sofre emagrecimento, debilidade, aversão a frio, tremores, alterações no sistema nervoso, tontura, formação de gases, mente avoada, intestino preso e seco, pele seca, cabelo quebradiço, secura no organismo e reumatismo. 

Já uma pessoa com desarmonia no pitta dosha apresenta olhos e pele amareladas, problemas de pele, fome em excesso, a sede aumenta, febre, intestino solto, calor corporal em excesso, inflamações, azia e queimação, irritabilidade e estresse. 

O kapha em excesso gera digestão lenta (não confundir com a digestão normal do kapha, que já é um pouco mais lenta que o normal), tosse com formação de mucosidade nos pulmões, sonolência, obesidade e preguiça.

(Os exemplos citados acima são somente para demonstrar como é um dosha em desarmonia.

 Uma pessoa com desarmonia em qualquer um dos doshas poderá encontrar semelhança com qualquer dos exemplos.

 Por isso, sempre pedimos que procure um profissional qualificado).

A massagem ayurveda (ayurvédica) pode ser aplicada em qualquer pessoa, desde que seja definido anteriormente o biótipo (dosha) de quem irá receber o procedimento. 

Para o caminhar tranqüilo do atendimento, o profissional deve estar informado a respeito do estado de saúde real de seu cliente, para que dessa maneira realize um trabalho harmonioso para alcançar os resultados adequados.

De acordo com os ensinamentos ayurvédicos, a massagem é recomendada como prática diária, assim como comer e dormir. 

Ela equilibra o corpo e a mente, atuando nos níveis físico e psíquico. 

O hábito regular da massagem vitaliza o sistema circulatório, aumentando a circulação dos fluidos vitais e as trocas em nível celular, ajudando a remover toxinas, melhorando a pele, músculos e nervos, oxigenando as células, auxiliando corpo e mente a obter e a manter equilíbrio e saúde. 

Promove uma respiração mais profunda, atua no sistema linfático, sanguíneo e nervoso, estimula o intestino, sendo excelente para prisão de ventre, é anti-radicais livres, melhora o apetite e ajuda o sono profundo.

O sistema linfático aumenta a circulação em até seis vezes após a massagem. 

Importantes enzimas que compõem a linfa, como a histaminase, e neurotransmissores como a serotonina, fundamentais para o relaxamento muscular e nervoso, são liberadas em profusão durante a massagem.

A obstrução do fluxo de prana (energia vital) no organismo é a causadora da maioria das dores, na visão do ayurveda. 

A fricção que é causada durante a massagem gera calor no organismo e, automaticamente, a desobstrução desses canais, ocorrendo liberação do fluxo, aliviando dores e tensões.

A medicina ayurveda deixa bem claro que a massagem ainda nutre o organismo, ajuda em problemas mentais e emocionais, rejuvenesce, revigora e revitaliza, ajudando na virilidade masculina e evitando a frigidez feminina.

Existem poucas contra-indicações para a massagem, mas todas sempre precisam ser muito bem observadas.




O excesso de ama (toxina) no organismo é algo que necessita de cautela, como por exemplo nas febres, resfriado e constipação.

 Outros fatores devem ser observados como a diabete, pressão sanguínea, problemas de pele, osteoporose, entre outros, todos exemplos para definir ama no organismo É recomendável a orientação médica experiente antes de receber massagem.

Materiais usados na massagem
Para alcançar melhores resultados na massagem ayurveda recomenda-se a utilização de óleos vegetais prensados a frio ou ervas. 

Os óleos são nutrientes para a pele, pois contêm proteínas e carboidratos que são absorvidos pela epiderme, retardam o envelhecimento, proporcionando a prevenção da secura no organismo, devolvem vida à pele e evitam radicais livres.

Quando o óleo ou a erva é aplicado na pele, a absorção se dá por meio dos espaços intercelulares e alcança os tecidos mais profundos, incluindo os ossos, o sangue, o músculo e outros. 

A massagem é um condutor direto e ajuda na absorção dos óleos e ervas através da pele e no tratamento de todos os sete dhatus (tecidos do corpo), que são:

1. Rasa Dhatu (plasma e linfa) – contém os nutrientes que advêm da comida digerida e nutrem todos os tecidos, órgãos e sistemas;

2. Rakta Dhatu (sangue) – governa a oxigenação em todos os tecidos e órgãos vitais e mantém a vida (em específico, os glóbulos vermelhos);

3. Mamsa Dhatu (músculo) – cobre os órgãos vitais frágeis, desempenha os movimentos das articulações e mantém o vigor físico do corpo;

4. Meda Dhatu (gordura e tecido conjuntivo) – mantém a lubrificação e a oleosidade de todos os tecidos;

5. Asthi Dhatu (ossos) – dá suporte à estrutura do corpo;

6. Majja Dhatu (medula óssea e nervos) – preenchem os vãos ósseos e transportam os impulsos motores e sensoriais;

7. Shukra e Artava Dhatu (tecidos reprodutores) – o conteúdo e produto desses tecidos é ojas (essência vital e imunidade). Ojas é produzido durante a nutrição de todos os tecidos e é um subproduto de Shukra/Artava Dhatus.

Os óleos e as ervas deverão ser escolhidos de acordo com o tipo de desequilíbrio predominante no paciente, de acordo com as estações do ano e em função das necessidades particulares de cada indivíduo.

 Em todas as literaturas clássicas do ayurveda sempre é enfatizada a utilização correta dos óleos e ervas na massagem.

As ervas que são utilizadas são as mais variadas possíveis, tudo de acordo com o biótipo e função de cada erva.

A massagem com os pós de ervas medicinais serve como dissipador das energias magnéticas e eletromagnéticas condensadas. 

Ervas como o vacha, conhecida no Brasil como vacandi (acorus calamus), ou o ginseng brasileiro (pfafia paniculata), têm uma função muito importante, pois penetram na pele, auxiliando na ativação da circulação sanguínea, tendo propriedades curativas que aumentam a temperatura do corpo, eliminam gordura e diminuem a medida do corpo.

 A massagem com pó de ervas é mais indicada para kaphas.
Para a realização da massagem poderão ser utilizados diversos tipos de óleos vegetais, como o óleo de mostarda, de rícino (mamona), gergelim, coco, amêndoas, germe de trigo, neem, ghee (manteiga clarificada).

Para tanto, é interessante saber:

Óleo de Mostarda (brassica alba) – É um óleo muito popular em toda a Índia, pois é utilizado tanto na culinária como na medicina ayurveda.
 Alivia dores musculares e diminui kapha no organismo. Aumenta o calor corporal e, em caso de dores articulares e reumatismo, a associação do óleo de mostarda com a cânfora traz bons resultados.
 É estimulante, alivia a congestão e a lentidão corporal;

Óleo de Gergelim (sesamum indicum) – É um dos óleos mais populares do Oriente, sendo muitas vezes utilizado como formulação de óleos medicinais. É indicado para os vata, aumentando o Pitta, e para os kaphas poderá ser utilizado de forma moderada. Muito usado para alterações do sistema nervoso, inchaços, pele seca (aumento de vata), nutrição dos cabelos e reumatismo.
 É tônico nutritivo, emoliente e rejuvenescedor. Utilizar o óleo de gergelim nos pés acoplado a uma massagem antes de dormir relaxa e induz ao sono profundo;

Óleo de Coco (cocus nucifera) – Utilizado no mundo todo como base para cosméticos e sabonetes. Ótimo para pitta. Na Índia, é muito usado para queimaduras, eczemas e micoses, por sua propriedade anti-séptica. Nutre os pulmões e a pele, reduz as inflamações e melhora muito a psoríase e eczemas;

Óleo de Amêndoa (prunus amygdalus) – É muito utilizado na Índia para crianças e idosos. Têm propriedades mornantes e sabor doce. Deve-se colocá-lo no sol por 40 dias para aumentar suas propriedades terapêuticas; muitas vezes é misturado com leite e usado como tônico pelos lutadores indianos. É ótimo para os músculos e pele, aumenta a vitalidade, é bom para os rins e alivia as dores de tensões musculares. É expectorante e emoliente;

Óleo de Rícino (ricinus communis) – Conhecido também como castor oil ou óleo de mamona. O óleo de rícino é quente, doce e amargo, indicado principalmente para vata em excesso, pois alivia a secura da pele e nutre os tecidos. Produz efeito alcalino no corpo, estimulando a digestão, reduz a rigidez muscular, é analgésico, atua sobre os nervos, alivia artrite, diminui as inflamações, cólicas e dores. Quando utilizado internamente tem efeito laxativo;

Óleo purificado da manteiga de leite sem sal (ghee, ghi ou ghrta) – Óleo conhecido no mundo todo por seu gosto e cheiro marcante e pelo toque diferenciado na culinária indiana. É tônico, rejuvenescedor, afrodisíaco, digestivo, estimulante, fortalece o fígado, os rins e o cérebro. Nutre os sete dathus (tecidos), aumenta o jathragni (fogo responsável pela digestão e assimilação dos alimentos). Diminui vata e pitta, aumenta kapha.

Procedimentos Ayurvédicos
Na medicina ayurveda, a massagem é somente um de inúmeros procedimentos terapêuticos, os quais incluem massagens específicas para equilibrar cada dosha. Esse conhecimento permite que o médico ou terapeuta determine não só qual tratamento e massagem devem ser usados, mas também quais são as ervas, os óleos e as manobras ideais para o paciente.

Chikitsa é uma forma prática e segura de entender os procedimentos terapêuticos do ayurveda sobre as patologias. Existem duas formas de aplicar chikitsa.

A primeira chama-se shamana (purva karma) e consiste em técnicas terapêuticas aplicadas sobre o paciente para reduzir os sintomas da doença. Essas técnicas envolvem todas as aplicações necessárias para diluir, conduzir, lubrificar, aquecer, esfriar, secar, nutrir, enfim, tentar equilibrar o máximo possível os doshas que se encontram em desequilíbrio no paciente.

Shamana é uma forma de fazer o paciente retornar à sua natureza; em outras palavras, fazer o paciente retornar ao seu ponto de saúde. É aconselhável, sempre que possível, aplicar shamana até equilibrar o paciente, evitando o shodana. 
Aplicar shodana em último caso, quando o paciente encontra-se em desequilíbrio profundo e crônico. Podem ser feitos de forma avulsa, para fins de relaxamento, estética ou manutenção após os tratamentos prescritos.

A segunda chama-se shodana (pancha karma). Shodana é o pancha karma propriamente dito, que significa “terapia das cinco ações”. São técnicas terapêuticas voltadas ao reequilíbrio de desarmonias no organismo. 
Para aplicar o shodana, é necessário que ele seja realizado ao mesmo tempo ou anteriormente à preparação ou shamana. O shamana poderá ser utilizado como manutenção, após o pancha karma (falaremos com maiores detalhes sobre os pancha karma no próximo artigo).
Veja Alguns Shamanas (Purva Karma)

Abhyanga – Conhecido também como snehana externo, ou sneha abhyanga (uma das terapias com uso de óleos).
 É uma massagem corporal e facial realizada com óleos ou ervas específicos para cada dosha, que auxilia na revitalização dos tecidos do corpo (dhatus), facilitando para que as toxinas sejam removidas. 
É considerado um dos procedimentos mais importantes do ayurveda. No abhyanga, é essencial o uso de óleos vegetais medicamentosos, sempre se utilizando óleo morno por todo o corpo, que pode também aplicado na forma de automassagem.
Praticado até os dias de hoje na Índia, o abhyanga, que em sânscrito significa “untar, friccionar com óleo”, tem efeito muito mais profundo que as massagens em geral, pois consegue equilibrar corpo-mente-energia.
 Essa massagem pode ser aplicada por um terapeuta ou dois, de forma sincronizada.

O abhyanga reequilibra os doshas, fortalece o sistema imunológico, ajudando o indivíduo a criar resistência e flexibilidade internas para se defender e adaptar-se às mudanças e intempéries. 
Promove o aumento da circulação periférica nos vasos capilares, o que reduz a pressão arterial e aumenta a oxigenação nos tecidos. Sendo um dos tratamentos de rejuvenescimento do ayurveda, o abhyanga aumenta a força do tecido, melhora a circulação do sangue, rejuvenesce os tecidos, remove a celulite, embeleza a pele, atrasa a velhice, induz ao sono sadio, promove a vitalidade, pacifica as desarmonias de vata, reduz as toxinas e remove o estresse.

O abhyanga pode ser aplicado em regiões específicas do corpo, e assim recebe os nomes: mukhabhyanga (massagem facial); padabhyanga (massagem nos pés); pristhabhyanga (massagem nas costas); shiroabhyanga (massagem na cabeça).

Udwartana e Garshana – Esse é um procedimento aplicado em todo o corpo (menos no rosto), propício para a perda de peso. Diferente do garshana, o udwartana não utiliza sal grosso nem cânfora, o que a torna menos agressiva. Uma pasta ou um pó de ervas é aplicado sobre todo o corpo e massageado profundamente com movimentos específicos, por um ou dois terapeutas.

Um maravilhoso tonificante da pele e dos músculos, torna-se um aliado na redução de medidas no pós-parto ou em grande perda de peso.
 E ainda é eficaz na remoção de toxinas de kapha do corpo, revitalizando o sentido de toque e reduzindo celulites; ou seja, é um poderoso oxigenador do corpo.

Com uma luva de seda, o garshana é uma massagem aplicada no corpo (menos rosto e cabeça), utilizando-se óleo vegetal morno acoplado com ervas em pó, as quais podem conter cânfora, sal grosso ou black salt. 
O garshana é um tratamento herbário especializado para redução de peso.
Melhora a qualidade da pele, tonifica os músculos, diminuindo a flacidez e o peso, reduzindo celulite e removendo toxinas de kapha, proporcionando uma maravilhosa esfoliação no corpo.

Chavutti Thirummal – Essa massagem é típica do Kerala, no sul da Índia, e está associada a três outras tradições: o kalaripayattu (arte marcial indiana), o kathakali (dança clássica) e o ayurveda (sistema de medicina indiana). No kalaripayuattu, assim como no kathakali exige-se dos praticantes excelente forma física, flexibilidade, resistência e soltura.

De todas as formas de massagem, chavutti é a que proporciona pressão mais profunda com uniformidade, pois nesse estilo de massagem o especialista desliza com os pés sobre o corpo do paciente untado com óleos medicinais.
 Para o terapeuta poder se equilibrar, ele se apóia em uma corda ou um banquinho. 

Chavutti é indicada para dores musculares, desnutrição, rigidez, edema, estresse, insônia.

Marma Abhyanga, Marma Shastra ou Massagem Marma – Os marmas se assemelham aos pontos da acupuntura em suas propriedades e finalidades. Às vezes, referem-se a eles como “pontos de acupressão ayurvédicos”.
 No entanto, devemos ter cuidado para simplesmente não igualarmos os marmas aos pontos de acupuntura (trecho retirado do livro Ayurveda e a Terapia Marma. Dr. Avinash Lele, Dr. David Frawley e Dr. Subhash Ranade, Editora Madras).

Marmas são várias regiões no corpo onde se encontram articulações, ossos, ligamentos, músculos e vasos (linfa, artérias, veias e nervos). Também conhecidos como pontos energéticos, esses 107 principais pontos são sensíveis e, se os circularmos gentilmente com a ponta dos dedos, as toxinas serão liberadas e expelidas pelo corpo.
Utilizamos os marmas como diversas formas terapêuticas no ayurveda, inserido dentro da massagem ou de forma avulsa, utilizando-se acupressão, óleos essenciais, tratamento prânico, agulhas, aplicação de ervas, sangria, aplicação de calor.

Kumara Abhyanga – Massagem específica para bebês, que é conhecida erroneamente no Ocidente como shantala. A massagem em bebês é muito parecida com o abhyanga, modificando o tipo de óleo, duração e sua aplicação em determinados pontos do corpo. Após a massagem, o bebê é submetido a um tipo de “defumação”, que na Índia é conhecido como dhumapa.

Há muito tempo a massagem integra a vida cotidiana na Índia. De acordo com o costume do ayurveda, receber uma massagem por semana é recomendado para homens e mulheres que queiram manter o equilíbrio saudável dos doshas.

Escolha um bom profissional, com experiência e conhecimento no assunto, e marque o seu horário. Cada massagem dura em média uma hora. Em alguns casos, logo após a massagem poderá ser realizado o shirodhara, que é uma técnica maravilhosa para a mente, ou o swedana, sauna para desintoxicação. Mas esses assuntos, teremos o prazer de abordar em uma próxima oportunidade.

Om Namo Narayana
Namaste

Para Saber Mais:
Erick Schulz é Diretor do Instituto de Cultura Hindu Naradeva Shala e Vice-Presidente da Associação Brasileira de Ayurveda.
www.naradeva.com.br